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ELE É IMPORTANTE?
Acadêmico: Gabriel Chalita
" O fato é que os verdadeiros amigos se revelam nos momentos de infelicidade, nos momentos em que a vida nos faz experimentar as quedas, nos momentos em que, mesmo não sendo “importantes”, temos importância."

Foi essa a pergunta que um conhecido fez a mim sobre uma pessoa que acabara de entrar em um evento: "Ele é importante?". "Como assim?", perguntei. Meu interlocutor disse que costuma ir a eventos para conhecer pessoas importantes. Que isso é muito importante. Há pessoas que importam e outras que não importam, pensa ele.
Fiquei estarrecido. Sei que há muitos que assim agem, mas disfarçam. Esse foi direto. Queria apenas conhecer pessoas importantes. Não sei o que significa uma "pessoa importante". Para mim, todas as pessoas o são pelo simples fato de serem pessoas. De existirem. De fazerem parte de um mundo em construção. Construir relações baseadas em algum interesse é sempre frustrante. E pobres daqueles que, ao serem incensados por terem um cargo de destaque, por terem dinheiro, por serem considerados uma celebridade, mudam o comportamento e se alimentam desses aduladores. Ser importante é circunstancial. Ser amigo é essencial. Os que se iludem com as circunstâncias, certamente, conhecerão o abandono. Os que buscam "pessoas importantes" mudam sua busca de acordo com o momento. Se alguém se fascina com o importante que chegou, seu fascínio mudará quando outro importante chegar. O fato é que os verdadeiros amigos se revelam nos momentos de infelicidade, nos momentos em que a vida nos faz experimentar as quedas, nos momentos em que, mesmo não sendo “importantes”, temos importância.
Relações descartáveis não prestam para nada. O importante é construir laços de amizade. É sentar com um amigo que não tenha nada para oferecer além do tudo que representa uma amizade. Conversar pelo prazer da prosa. Encontrar-se pela poética do encontro. Sentir o calor que o outro pode me proporcionar, porque está vivo e, se está vivo, é capaz de aquecer. Apenas isso. Nada mais triste do que não ter amigos. Ao final do evento, fui para casa pensando nisso. E agradecendo a Deus pelos mestres que tive e tenho na vida e que me ajudam a ter sempre os pés no chão.




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