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9/7/2019
ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS PERDE SEU DECANO: PAULO LÉBEIS BOMFIM
O poeta e integrante da Academia Paulista de Letras Paulo Bomfim, 93 anos, morreu no último domingo, dia 7 de julho.

A ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, que este ano completa seu 110º aniversário, lamenta a morte de seu Decano, PAULO BOMFIM. O Príncipe dos Poetas Brasileiros, eleito em 1981, como sucessor de Olavo Bilac e Guilherme de Almeida, ingressou na APL em 23.5.1963, saudado por Ibrahim Nobre.

Nesses 56 anos, foi um paradigma acadêmico: fidalgo no trato, polido, cortês, congregador. Agregar e seduzir pela palavra e pela postura heráldica era um de seus talentos. Somem-se a estes, produção poética de consistência reconhecida, preservação da memória, ardorosa defesa da Pátria e das tradições de São Paulo.

Sua casa era uma extensão da Academia e ali recebia, semanalmente, amigos velhos e amigos novos, para tertúlias bem humoradas, sempre em torno à mesa fraterna e sorvido um bom vinho.

PAULO BOMFIM descendia de bandeirantes e de fundadores de cidades, em muitas das quais está o nome de sua família, que gerou pessoas da melhor qualidade.

Serviu com devotamento idêntico o Poder Judiciário Bandeirante, que é o guardião de seu relicário memorialístico, no Espaço reservado na sede do Tribunal de Justiça para a conservação de todos os seus prêmios, medalhas, comendas e honrarias.

Honrou a cultura brasileira, não só como poeta, mas como historiador, cronista, memorialista, jornalista e homem da comunicação, pois atuou continuamente na TV e no rádio, em atividade múltipla e difusa, que ampliou o cenário intelectual bandeirante para todo o Brasil e também para o exterior.

A dois dias da celebração do Movimento Constitucionalista de 32, São Paulo se despede daquele que tanto amava esta terra, que já foi chamado de “São Paulo Bomfim”.





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