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REFLEXÃO - GENEROSIDADE DO PATRÃO
Acadêmico: Dom Fernando Antonio Figueiredo
Para além dos inúmeros preceitos jurídicos e morais, Jesus proclama a herança espiritual de Moisés, reafirmada pelos profetas: o amor a Deus na solidariedade e na dedicação misericordiosa ao próximo.

Para além dos inúmeros preceitos jurídicos e morais, Jesus proclama a herança espiritual de Moisés, reafirmada pelos profetas: o amor a Deus na solidariedade e na dedicação misericordiosa ao próximo.

É a instauração do Reino de Deus, comparado por Ele a uma vinha, cujo dono, ao final do dia, paga aos trabalhadores, conforme a sua generosidade e não pelos resultados obtidos. De fato, segundo as orientações recebidas, o administrador dá a cada um a mesma importância, a começar pelos que tinham chegado ao final da tarde, terminando com os que tinham trabalhado o dia todo.

O objetivo é ressaltar a atitude compreensiva e bondosa do dono da vinha, pois a diária dada a cada um correspondia ao que era necessário para colocar alimento à mesa de sua família. Por outro lado, é bastante compreensível a reação de descontentamento dos que tinham chegado à primeira hora: além de terem suportado o calor do dia, trabalharam bem mais. Sob o ângulo da justiça, sentem-se lesados e injustiçados.

Porém, a um deles, com um tom de voz suave e tranquilo, diz o proprietário: “Amigo, não fui injusto contigo. Não combinaste um denário? Toma o que é teu e vai. Eu quero dar a este último o mesmo que a ti. Não tenho o direito de fazer o que eu quero com o que é meu? Ou o teu olho é mau porque eu sou bom?”.

Jesus assegura que a todos, nos múltiplos períodos da história da humanidade, caso trabalhem em Sua vinha, será concedido o mesmo salário: a salvação, a eterna comunhão com Deus. S. Cirilo de Alexandria observa: “A todos, que seguem o Mestre, é dada a mesma importância, a salvação, a vida feliz em Deus”.

Ele é o “princípio pessoal de unidade”, o Homem Novo, que reconcilia os da primeira hora, os judeus, com os da última hora, os pagãos, pela força do amor e não, simplesmente, pelo cumprimento da Lei ou por um princípio abstrato. Realizam-se, assim, as palavras dos profetas Isaías 3,14-15 e Miqueias 4,1-8, que apregoavam uma justa e nova redistribuição de todos os bens, feita pelo próprio Deus.



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