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![]() Acadêmico: Antonio Penteado Mendonça Futurologia é ciência pouco exata e destinada a errar, como as pesquisas eleitorais.
Como fica 2027? Futurologia é ciência pouco exata e destinada a errar, como as pesquisas eleitorais. Invariavelmente o que caminhava numa direção, no meio do caminho muda de rota, segue para o outro lado, atraído por algo completamente fora do quadro, mas que, de repente, muda tudo, para o bem ou para o mal. Os prognósticos para a economia brasileira no ano que vem não são animadores. De demagogia barata e a falta de eficiência temos de tudo um pouco e isso tem como resultado mais comum acabar mal. Nossa história que o diga. O problema é que desta vez, se não se tomar muito cuidado, o risco do estrago ser maior é grande. Qualquer mudança nas regras econômicas pode ser devastadora e nos jogar na direção de onde já estivemos até 1994. A inflação voltar a crescer já está no radar, todos os indicadores apontam nessa direção para 2027, 2028 e até 2029. Não é um cenário animador, mas dependendo das ações do governo, pode piorar. Não é verdade que depois de um ponto não piora, piora sim, sempre tem espaço para piorar, o Brasil conhece bem essa lição e as consequências dela podem ser vistas neste momento no mercado financeiro. Os negócios estão parados, os juros de longo prazo subiram e a única certeza é que ninguém sabe nada. O setor de seguros é um setor de retaguarda, ele não abre portas, nem puxa crescimento. Sua missão é dar suporte para as outras atividades seguirem em frente, com a proteção necessária para correr os riscos inerentes aos seus negócios. São elas que aquecem a economia e fazem o PIB crescer. O seguro garante a elas a recomposição de seu patrimônio e a capacidade de atuação em caso da ocorrência de eventos que possam lhes causar prejuízos. Se a economia crescer, o setor de seguros cresce, se a economia andar de lado, o setor de seguros não cresce. As apostas para 2027 são de que o país vai reduzir seu ritmo de crescimento. As ameaças são concretas e podem ter efeitos negativos no desempenho nacional. A crise fiscal é séria e o governo eleito não é famoso por se preocupar em conter gastos. Aliás, o presidente da república não disse uma palavra sobre isso durante toda a campanha eleitoral. Ao contrário, ele gastou como manda o figurino. O Super El Niño está aí e seus estragos já podem ser sentidos, com mais visibilidade nas tempestades no Sul, mas a seca também é uma ameaça para o agronegócio, em outras regiões. E, como se não bastasse, começam a falar sobre soluções mágicas para resolver os problemas da economia. Toda vez que elas foram adotadas acabou mal. Neste cenário, que pode mudar porque o mundo atravessa uma fase complicada e imprevisível, os prognósticos para o setor de seguros brasileiro, em 2027, não são os mais otimistas. Se ganhar por uma a zero está muito bom. Então, é hora de jogar parado, esperando o que vem pela frente. Por outro lado, tem muita coisa que ainda precisa ser feita, para não falar em novas oportunidades decorrentes de novos negócios a serem explorados. Que o digam a “Margem Equatorial”, as terras raras e os projetos de infraestrutura. Todos precisam seguros e as seguradoras estão aí, prontas para fazer a lição de casa. Publicado no SindsegSP, em 06 11 2026 voltar
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