|
||||
|
| ||||
![]() Acadêmico: Antonio Penteado Mendonça Dia 25 de outubro, no começo da noite, o Brasil saberá quem será o presidente da república, a partir de janeiro de 2027.
Uma nota etapa se aproxima Dia 25 de outubro, no começo da noite, o Brasil saberá quem será o presidente da república, a partir de janeiro de 2027. Nunca na história nacional, pós Constituição de 1988, o país viveu uma campanha eleitoral de nível tão baixo, tão ruim e tão sem propostas. O lado bom da história é que a partir de domingo à noite o inferno a que os brasileiros foram submetidos ao longo dos últimos tempos acaba. Não teremos mais as baixarias, insultos, falta de comprometimento, falta de planos concretos para o país e o mais que assistimos envergonhados. Segunda-feira nascerá como a primeira manhã de um novo tempo, onde as chances de melhorar seguem medíocres, mas no qual pelo menos as barbaridades da campanha eleitoral sairão de cena. Não há nada que indique que 2027 será um grande ano para o Brasil. Ao contrário, o tamanho da dívida, o descontrole orçamentário e as promessas feitas ao longo da campanha eleitoral prometem um ano particularmente difícil e complexo, com medidas impopulares tendo, obrigatoriamente, que serem tomadas, sob risco do tamanho do estouro escapar do controle. Como se não bastasse, as projeções sobre o desempenho da economia nacional são mesquinhas, nenhuma aponta um crescimento minimamente capaz de zerar as deficiências que há vários anos nos submetem a um crescimento constrangedor e muito menor do que o minimamente necessário para zerar as contas. A exceção, como acontece há vários anos, é o agronegócio. Fala-se em safra recorde. Isso é ótimo, porque a crise responsável pela inadimplência de grande parte da população e de setores econômicos como o varejista, não deve amainar no curto prazo. Com o agronegócio bombando surge uma tábua de salvação na qual a economia pode se apoiar para diminuir o lado ruim que todo mundo sabe que virá. A questão é até que ponto o agronegócio realmente será o “piquez” do país, e como o resto da economia vai se comportar, ameaçada por um cenário internacional no mínimo desafiador, para não dizer muito complicado, em função da mudança dos ventos e da retomada de um nacionalismo mais exacerbado pelas médias e grandes potências. A partir de domingo à noite, teremos gente feliz e gente infeliz se preparando para o que vem pela frente. Os ganhadores estarão comemorando, os perdedores criando narrativas para explicar a derrota, mas, nem uns, nem outros, sabem qual será o andar da carruagem no ano que vem. A única certeza que pauta as pessoas com bom senso é que o que vem pela frente será difícil de ser trabalhado. O setor de seguros entra em 2027 pressionado pelos danos causados pelo Super El Niño, a imensa maioria sem cobertura de seguro. Essa falta de cobertura já poderia estar mais bem equacionada, afinal desde 2024 as discussões a respeito fazem parte da ordem do dia, mas, de verdade, não aconteceu nada de concreto. Seguimos sem uma política de enfrentamento da emergência climática que se abate sobre o planeta e que cobra um alto preço do Brasil. Como nenhum dos candidatos falou uma única palavra sobre o tema, fica a incerteza se ele será tratado seriamente para rapidamente se criar uma política de aceitação de riscos que viabilize a transferência de parte deles para a indústria seguradora. Além disso, o país segue sem seguro obrigatório para acidentes de trânsito e não há sinal de que teremos um aumento importante da capilaridade dos seguros entre a população. Assim, entre secos e molhados, na melhor das hipóteses, o setor de seguros terá mais do mesmo. Publicado no SindsegSP, em 23 10 2026 voltar
|
||||
| Largo do Arouche, 312 / 324 • CEP: 01219-000 • São Paulo • SP • Brasil • Telefone: 11 3331-7222 / 3331-7401 / 3331-1562. |