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![]() Acadêmico: Antonio Penteado Mendonça Seguro-viagem não é malho de seguradora para faturar algum em cima dos turistas que cada vez mais enchem os aeroportos do mundo.
Seguro-viagem Seguro-viagem não é malho de seguradora para faturar algum em cima dos turistas que cada vez mais enchem os aeroportos do mundo. Também não é panaceia para todos os problemas do viajante. É um contrato, como todos os seguros, com condições claras, cláusulas e valores que tem por finalidade garantir proteção para o viajante, caso aconteça um dos eventos previstos na apólice. Atualmente, o seguro-viagem é obrigatório para quem pretende viajar para os países da União Europeia. Sem ele o viajante, seja a que título for, não entra no bloco. A razão para isso é lógica: A saúde nestes países é fornecida pelo Estado e os turistas e outros viajantes temporários não contribuem para o sistema de assistência social, ou seja, receberiam atendimento de graça, sem terem pagado sua parte da conta. Com o seguro-viagem eles passam a ter o atendimento, remunerando os prestadores de serviços envolvidos e sem onerar o sistema público. Ao contrário da União Europeia, existem países onde o seguro-viagem não é obrigatório. Mas isso não significa que ele não deva ser contratado e que não é uma proteção importante para diferentes situações que podem afetar o viajante. O atendimento a saúde é a principal. Com essa garantia o segurado está protegido e tem cobertura para despesas médico-hospitalares nas mais diferentes situações. Pode parecer estranho, mas dependendo do país, uma intoxicação alimentar é caso de rotina. Quem já viajou pelos países da América Latina, ou do Extremo-Oriente, sabe que problemas gástricos-alimentares são frequentes, inclusive, obrigando a internação em um hospital. Da mesma forma, não é raro alguém quebrar uma perna esquinado na neve, ou caindo do alto de um muro ou de uma pedra, no meio de uma trilha. Os gastos decorrentes destes acidentes podem chegar fácil na casa da dezena de milhares de dólares. Mais complicado ainda, não é raro o hospital no momento da internação exigir um depósito em dinheiro, que pode ser substituído pelo seguro-viagem. Quem sabe o evento mais comum, até pelo número absurdo de pessoas que utilizam os aeroportos e companhias aéreas anualmente, é o desaparecimento de bagagens. O seguro-viagem tem verba específica para isso, inclusive para despesas emergenciais decorrentes de se ficar sem a mala numa localidade diferente da residência habitual. Mas as garantias vão além e contemplam os gastos com um acompanhante que tenha que ir para o local onde o segurado está. Ou os gatos de remoção do segurado de volta para casa. As pessoas não gostam do tema, mas o seguro indeniza também as despesas com o translado do corpo, no caso da morte do segurado. E paga as despesas com advogado, se houver um problema jurídico ou com a polícia. Enfim, o seguro-viagem é uma peça fundamental para a tranquilidade do viajante, seja como turista, seja a trabalho, em qualquer lugar do planeta. Aqui cabe lembrar que o seguro-viagem pode ser utilizado para garantir viagens domésticas, aquelas feitas no próprio país e que costumam ser muito mais comuns do que as para o exterior. Pense nisso, o seguro-viagem é um seguro barato e fácil de contatar. Não ter a garantia dessa proteção, em momento de fragilidade, como os que acontecem quando sofremos um acidente fora de casa, com certeza, não é a solução mais inteligente. Publicado no SindsegSP, em 16 10 2026 voltar
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