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![]() Acadêmico: Antonio Penteado Mendonça Tem coisas que não furam no mundo. Uma delas é a certeza de que o aumento do número de objetos segurados aumenta o número de eventos cobertos.
Mais bicicletas, mais sinistros Tem coisas que não furam no mundo. Uma delas é a certeza de que o aumento do número de objetos segurados aumenta o número de eventos cobertos. E a certeza aumenta mais ainda na medida em que a falta de atenção, ou cuidado, do segurado aumenta a exposição do bem a eventos de todos os tipos, de uma simples queda, a um assalto violento, ou a colisão com a lateral de um ônibus. O número de bicicletas tem aumentado muito. Não são mais apenas as bicicletas tradicionais, onde a força do ciclista é fundamental para mover o veículo. Agora nós temos a cada dia que passa uma quantidade maior de bicicletas elétricas e outros veículos que se assemelham a elas dividindo os espaços com as magrelas tradicionais. Temos também o aumento vertiginoso do número de entregadores de aplicativos que usam bicicletas em seu trabalho. Como não poderia deixar de ser, temos na mesma toada o aumento do número de acidentes envolvendo parte dessa turma, muitos deles fatais, o que tem aumentado as estatísticas negativas do trânsito brasileiro em geral, e paulistano em particular. A quantidade de bicicletas competindo pelos espaços das ciclovias e ciclofaixas atualmente assusta. São centenas de veículos trafegando pelas vias destinadas a eles ou pelo meio das ruas e avendidas, muitas vezes na contramão, com a sem cerimônia de quem acha que é feito de ferro e que se bater de frente com um caminhão quem vai se machucar é o caminhoneiro. Infelizmente, não é. Quem é de ferro e tem para-choque é o caminhão, que além de tudo é muito mais pesado, ou seja, tem todas as vantagens para num acidente sair dele sem sofrer danos, mas inflingindo danos no outro. Como se não bastasse a imprudência como comportamento normal de parte dos ciclistas, dependendo do modelo, a bicicleta pode custar até cem mil reais, ou o preço de um carro popular. É muito dinheiro. Além do mais, roubar ou furtar uma bicicleta é tecnicamente mais fácil do que roubar ou furtar um automóvel. O resultado dessa soma é um só. As bicicletas se toraram objetos de desejo de quadrilhas especializadas que atuam pela cidade inteira, roubando ou furtando bicicletas convencionais ou elétricas, com a tranquilidade de quem sabe que na imensa maioria das vezes sua ação será recompensada com a posse do objeto, sem maiores problemas com a polícia. A tendência é o quadro se agravar. Com o aumento do número das bicicletas, aumenta também o número de ciclistas despreparados para transitar pela cidade e a consequência não tem como ser outra. O seguro para bicicletas é um produto que com a disseminação delas se tornou comum. Nunca foi um seguro barato, mas também não é um seguro caro e é indispensável no caso de bicicletas de alto valor, sejam convencionais, sejam elétricas. Como seguro é matemática aplicada a estatística, no ritmo que vai, não tem como as seguradoras não reverem o preço de seus seguros para bicicletas. O aumento dos acidentes, roubos e furtos pode ser verificado em todas as estatísticas sobre o assunto, logo o aumento do preço do seguro é uma necessidade que se impõe para manter equilibrado resultado da carteira. Publicado no SindsegSP, em 28 08 2026 voltar
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