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E A MAZELA SEGUE EM FRENTE
Acadêmico: Antonio Penteado Mendonça
Na estrada tal, ontem, às 22 horas, um automóvel bateu de frente com uma carreta, os seis ocupantes do automóvel morreram na hora, o motorista da carreta foi levado para o hospital com ferimentos graves.

E a mazela segue em frente

Na estrada tal, ontem, às 22 horas, um automóvel bateu de frente com uma carreta, os seis ocupantes do automóvel morreram na hora, o motorista da carreta foi levado para o hospital com ferimentos graves.

Na semana passada, ao meio-dia, um ônibus em alta velocidade cruzou sem parar a faixa de pedestres e atingiu e matou uma senhora que se encontrava nela, atravessando a rua.

No domingo um ônibus de excursão perdeu a direção num trecho sinuoso de serra e caiu na ribanceira, vinte e três pessoas morreram, incluindo o motorista, e outras dezessete foram levadas com ferimentos de diferentes níveis de gravidade para os hospitais da região.

Numa quinta-feira de madrugada um veículo de luxo, em altíssima velocidade, atravessou o canteiro da avenida e bateu de frente com um carro de aplicativo que estava voltando para casa, depois de um dia de trabalho nas ruas da cidade. O motorista e o passageiro do carro de aplicativo morreram no local, o motorista do carro de luxo entrou no carro de um amigo que parou para auxiliá-lo e fugiu sem prestar socorro às vítimas.

Eu poderia continuar elencando exemplos de todos os tipos evolvendo acidentes de veículos, mas vou colocar apenas mais um: Trafegando em alta velocidade, na contramão, um motociclista, entregador de aplicativo, colidiu de frente com um caminhão betoneira, carregado de concreto, que trafegava regularmente pela pista da direita. O motociclista morreu na hora.

Com quase 40 mil mortos por ano nas ruas e estradas brasileiras, a lista de acidentes é rica e variada. E se somarmos a eles as vítimas de acidentes que em vez de morrem ficam permanentemente inválidas, as alternativas aumentam muito mais.

As causas dos acidentes são conhecidas e têm na origem, como principal razão, a irresponsabilidade dos motoristas. Motoristas sem habilitação, sem condições mínimas de dirigir, alcoolizados, drogados, cansados, etc. são os principais responsáveis pela maioria dos acidentes de trânsito, incluídos os com mortos e feridos.

Na sequência podemos citar omissão do poder público, falta de fiscalização, falta de manutenção das vias, corrupção, projetos viários com erros de desenho, planejamento e execução, etc.

Vale ainda incluir o populismo barato que permite que pessoas sem qualquer condição de dirigir tirem suas habilitações sem maiores dificuldades, pela facilitação das condições para conseguirem suas carteiras de motoristas.

De outro lado, desde 2023 o país deixou de contar com um seguro obrigatório de acidentes de trânsito que diminuía os impactos sociais causados pela tragédia das ruas e estradas nacionais.

Importante salientar que a maioria das vítimas são pessoas das classes menos favorecidas da sociedade e que a morte do seu arrimo pode jogar uma família na miséria.

Nós não podemos seguir tapando o sol com a peneira. O quadro é dramático e precisa ter uma solução urgente. Por conta disso, o Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, uma instituição independente de estudos do seguro, em complemento ao que já vem sendo feito por outras organizações, constituiu uma comissão para tratar do assunto e desenhar rapidamente uma solução eficiente, inclusive junto ao Congresso Nacional.

Publicado no SindsegSP, em 24 04 2026



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