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BODAS DE CANÁ
Acadêmico: Dom Fernando Antonio Figueiredo
Jo 2, 1-11 - Bodas de Caná

Em Caná, cidade não muito distante de Nazaré, encontram-se Jesus, Maria e os discípulos, participando de uma festa de bodas, que costumava durar, normalmente, sete dias. Em meio aos festejos, vem a faltar o vinho, bebida comum naquele tempo, sinal de amizade, de amor e de alegria. Os organizadores do evento entreolham-se, mostram-se preocupados e constrangidos. O que fazer?

Alguém, dentre os convidados, nota o que se passa. É Maria, a Mãe de Jesus, que, prontamente, se dirige ao Filho. O olhar da Mãe e o olhar do Filho se encontram, e, para lá de todo conceito, ela, de modo simples e despretensioso, lhe diz: “Eles não têm vinho”.

No face a face de um Filho diante de sua Mãe a transcendência não desaparece. Mas, longe de significar uma ruptura, assinala o sentido espiritual de uma missão, expresso nas palavras de Jesus: “O que há entre mim e ti? ”.

É o início da missão pública de Jesus. A partir daquele momento, não mais contam os laços de sangue; o essencial é a fé. O fato de ser sua mãe corporal constituía, sem dúvida, o fundamento de sua grandeza, mas Ele exigia ainda algo mais: a fé, necessária a todos os que O seguiriam.
Maria, pessoa simples, experimenta o conteúdo da fé, comum àqueles que, na humildade, descobrem em todas as criaturas e nos acontecimentos da vida a presença amorosa de Deus.

Aberta aos tesouros secretos da Sabedoria divina, meditando-os em seu coração, ela se volta, prontamente, para os serventes e lhes diz: “Façam tudo o que Ele mandar”. Sua confiança, sua fé, verdadeira experiência de união no amor, lhe permitem acolher a missão de seu Filho, que, atendendo ao seu pedido, realiza o primeiro milagre, em sua vida pública.

Mais tarde, no madeiro da Cruz, Maria, novamente, é conduzida ao interior da missão de seu Filho. Ao Apóstolo João, que representava todos os seus seguidores, Ele diz: “Eis tua Mãe! ”. Exclama S. Agostinho: “Eis o grande mistério de amor, pois, no momento de fazer esta obra toda divina, é como se Jesus dissesse à Mãe: o poder de fazer esse milagre, eu não o tenho de ti, pois não geraste minha divindade. Mas quando a fraqueza de minha natureza humana, que tu me deste, for pregada à Cruz, então eu te reconhecerei e te associarei ao meu sacrifício”.

Com confiança e carinho, recorremos à Mãe do Filho de Deus e suplicamos: Ó Mãe, intercedei por nós!

+ Dom Fernando Antônio Figueiredo, ofm




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